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Miguelito Cochabamba, Olímpia, Ponto Final, Lunática e Aditive

02/07/05 - Hangar 110 - São Paulo

Voltar | Por: André Ogawa

 

Com as cortinas fechadas, o modesto público presente se perguntava qual banda iria abrir o festival. Eis que as cortinas se abrem e todos se deparam com o som simples, direto e sem frescura do Miguelito Cochabamba. Riffs ora simples, ora mais trabalhados, com vocal forte e marcante são marcas importantes da banda. Ao contrário das outras bandas que estavam por vir, o Miguelito mostrou ser uma mistura entre Punk Rock, HardCore e até mesmo o Rap, com letras que abordam temas sociais, políticos, de reivindicação e inconformismo. Covers de Ramones, Beastie Boys e Nirvana foram tocados, além de músicas do "Mude Você Mesmo", como "Dia de Fúria" e "Guerrilha", música que contou com a participação de um bumbo, que marcava as batidas graves de um som que lembrou muito o Rap.
Logo em seguida chega a vez do EmoCore do Olimpia, que já começou com muita energia e presença. A banda apresenta guitarras melódicas, com vocal suave, que por muitas vezes é quebrado por berros e gritos característicos do Screamo. O tema predominante das letras é o amor, sofrido e "rastejante".
Logo após o Olímpia, sobe ao palco, diretamente da Zona Leste de São Paulo, a banda Ponto Final, com seu HardCore Old School. Com letras reflexivas, que falam do cotidiano, cantadas por um vocal melódico, com um pé nos berros do Screamo, a banda mostrou porque a cada show seu público cresce cada vez mais. Atendendo a pedidos, a banda fez um cover dos Ramones, "Blitzkrieg Bop".
Representando muito bem o interior, o Lunática começa seu show tocando músicas do CD que leva o nome da banda. Com os saltos incansáveis do vocalista, a banda tocou "Contador de histórias", música que contou com a participação do Sandro do Aditive.
E finalmente, com "A Última Mentira", o Aditive começa seu show. Mesclando músicas de seus dois discos, "Trilha Sonora Para Ninguém Em Especial" e "Reverso", a banda mostrou seu hardcore com guitarras muito bem trabalhadas, sincronizadas e pesadas. Lá atrás, o baterista Xim descia o braço sem dó, arrancando muitos aplausos e elogios. Com a energia de sempre, o vocalista Sandro conversava com o público a cada final de música, aceitando pedidos do pessoal. O público fiel cantou praticamente todas as músicas, com muito entusiasmo. A última música foi "Sobre o Tempo". Com certeza os caras do Aditive saíram muito satisfeitos.
 

 

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