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| Por:
André Ogawa
Com as cortinas fechadas, o modesto público presente se perguntava qual
banda iria abrir o festival. Eis que as cortinas se abrem e todos se deparam
com o som simples, direto e sem frescura do Miguelito Cochabamba. Riffs ora
simples, ora mais trabalhados, com vocal forte e marcante são marcas
importantes da banda. Ao contrário das outras bandas que estavam por vir, o
Miguelito mostrou ser uma mistura entre Punk Rock, HardCore e até mesmo o
Rap, com letras que abordam temas sociais, políticos, de reivindicação e
inconformismo. Covers de Ramones, Beastie Boys e Nirvana foram tocados, além
de músicas do "Mude Você Mesmo", como "Dia de Fúria" e "Guerrilha", música
que contou com a participação de um bumbo, que marcava as batidas graves de
um som que lembrou muito o Rap.
Logo em seguida chega a vez do EmoCore do Olimpia, que já começou com muita
energia e presença. A banda apresenta guitarras melódicas, com vocal suave,
que por muitas vezes é quebrado por berros e gritos característicos do
Screamo. O tema predominante das letras é o amor, sofrido e "rastejante".
Logo após o Olímpia, sobe ao palco, diretamente da Zona Leste de São Paulo,
a banda Ponto Final, com seu HardCore Old School. Com letras reflexivas, que
falam do cotidiano, cantadas por um vocal melódico, com um pé nos berros do
Screamo, a banda mostrou porque a cada show seu público cresce cada vez
mais. Atendendo a pedidos, a banda fez um cover dos Ramones, "Blitzkrieg Bop".
Representando muito bem o interior, o Lunática começa seu show tocando
músicas do CD que leva o nome da banda. Com os saltos incansáveis do
vocalista, a banda tocou "Contador de histórias", música que contou com a
participação do Sandro do Aditive.
E finalmente, com "A Última Mentira", o Aditive começa seu show. Mesclando
músicas de seus dois discos, "Trilha Sonora Para Ninguém Em Especial" e
"Reverso", a banda mostrou seu hardcore com guitarras muito bem trabalhadas,
sincronizadas e pesadas. Lá atrás, o baterista Xim descia o braço sem dó,
arrancando muitos aplausos e elogios. Com a energia de sempre, o vocalista
Sandro conversava com o público a cada final de música, aceitando pedidos do
pessoal. O público fiel cantou praticamente todas as músicas, com muito
entusiasmo. A última música foi "Sobre o Tempo". Com certeza os caras do
Aditive saíram muito satisfeitos.
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