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Tudo começou nos Estados Unidos em meados dos
anos 90, o termo surgiu quando Alison Wolfe, do Bratmobile, resolveu fazer
um fanzine feminista chamado riot grrrl onde se rebelavam contra alguns
"dogmas" intocáveis do mundo do rock: garotas não sabem tocar guitarras,
bateria, ou baixo tão bem quantos os homens .Por causa desses "dogmas",
varias garotas sentiam-se desestimuladas a tomar frente de uma guitarra ou
qualquer outro instrumento.
As riot grrrls não faziam questão de se mostrarem bonitinhas, meigas, ou bem
comportadas.
O movimento Riot foi bem popularizado por bandas de garotas como Bikini Kill
e Tribe 8, elas reverenciaram antecessoras roqueiras de visual e verbos
agressivos: a poetisa Patti Smith e o humor cínico de Deborah Harry.
Aqui no Brasil já há varias bandas com ideais riot e varias garotas que se
conscientizaram do movimento que cresce a cada dia mais pelo mundo.
(Tradução de Riot Grrrl = Garotas Rebeladas.)
O mundo e os direitos das mulheres melhoraram bastante, desde os últimos
anos. Hoje as mulheres podem votar, trabalhar, estudar, e fazer milhares de
coisas que não era permitido, no século passado, por exemplo. Isso foi
conseguido graças as feministas, que ousaram se rebelar contra a situação de
submissão, nos tempos antigos. E a coisa mais importante que foi
conquistada, foi o direito a educação. A educação e a cultura são poder e
força. Isso não tem nada haver com dominação. O poder, que eu digo, é de ter
uma opinião formada, de não ser dominada como massa de manobra, de ter suas
próprias idéias sobre a vida. é essa liberdade que faz a diferença. E o que
isso tem haver com feminismo?
A limitação das mulheres no passado, foi devido a falta de educação, pois se
fosse providenciado cultura e mais liberdade, toda essa discussão de "guerra
dos sexos" estaria encerrada. Eu não sou contra, ao contrário, amo os
homens. Mas não posso ficar calada diante dos fatos que acontecem
diariamente na minha vida, na vida de qualquer outra garota ou mulher.
Mulheres sendo estupradas e violentadas a cada segundo, e sofrem caladas,
com medo. Homens que deveriam tratar a mulher com respeito, só pensam em
usá-las para sexo. Mulheres sendo espancadas, muitas vezes pelo próprio
marido, namorado. Mulheres que ganham salário ridículo e fazem o mesmo tipo
de trabalho que o homem...
Estou cansada dessa violência e deteriorização da mulher! Basta olhar para
as letras de música, de grupos de pagode, música baiana e até mesmo bandas
de rock! Não somos uma "buceta ambulante", como prega certas bandas. Ainda
estamos sendo exploradas e humilhadas. É preciso que ousemos, quebremos
barreiras e muros, discutamos, lutemos por uma situação igualitária.
O Brasil é um país machista
É um lugar aonde nem 1/5 dos políticos são mulheres, onde a imagem que
passam é que a mulher tem que ter um emprego mais ou menos, não precisa ser
inteligente, apenas "boa de corpo" para ser respeitada (o termo certo seria
'usada'...). É um lugar onde a mulher objeto é cultuada. Esse é o meio dela
se destacar por aqui. Porque sua inteligência, suas idéias, não é nada, o
que importa é que ela pese 50 kg, tenha uma bunda a "Carla Perez" e cérebro
de Boneca Inflável de sex shop. Somos estimuladas a nos adequar a um só
padrão. A mulher tem que ser vista como romântica, ingênua, sensível,
disposta a perdoar sempre, já que ela é sexo frágil, não é mesmo? Se
dissermos que gostamos de sexo, nos chama de prostitutas... Agora, para os
homens, gostar de sexo é o básico! Isso tem que acabar! Nós temos que ser o
que queremos ser!
Essa revolução, esse caminho para a liberdade, tem que partir de cada uma de
nós, e tem que ser agora! Use o seu cérebro, sua vontade e você irão longe!
Mesmo que você seja uma das muitas mulheres para quem a vida sempre foi
difícil, que se sinta solitária, incompreendida, abandonada, tenha medo do
futuro, esteja faminta de amor, deprimida ou apenas triste e entediada...
Lute, você pode modificar tudo isso!
Mas o que é uma Riot Grrrl?
É feminismo com atitude, para mudar a sociedade e as pessoas com palavras
radicais. É ser você mesma, é se recusar em mudar o seu jeito por causa da
sociedade e não se conformar com certos padrões. Ter opinião própria.
Desafiar os padrões de beleza e aceitar a beleza em suas diversas formas,
aceitando as diferenças entre cada pessoa, porque ninguém deve ser igual a
ninguém.
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