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Por:
Raphael Marques
Sete de Setembro de 1822: Fomos libertos!
Somos independentes afinal! Deixamos de ser colônia de Portugal, agora
podemos gritar em uníssono (para mostrar nosso orgulho mesquinho e nosso
patriotismo idiota), a tão famosa frase: Independência ou Morte! Mas será
que realmente somos independentes?
Nos tempos de hoje, devido à globalização, há independência?
Ao caminhar pelas ruas o que você vê? Lanchonetes norte-americanas
(McDonalds) servindo um lanchinho "amigável" acompanhado de um "saboroso"
refrigerante para lhe destruir um pouco mais; diversas marcas importadas,
pois hoje em dia ninguém dá valor ao nacional, a única coisa boa é usar
objetos importados.
Os EUA conseguem impor ao mundo sua cultura, seus costumes, seus lanches;
interferem em guerras com uma organização que é seu braço armamentista,
fazendo com isso uma dominação mundial com seu poderio militar. Será que
isso é ser independente para você?
Mas mesmo assim, como você pensa que nada disso lhe interessa, continua
levando sua vidinha medíocre: acordando cedo para ir trabalhar feito louco,
para pagar todas as contas e impostos, para ter o que comer, pagar escola,
médico, para sobreviver e também para comprar um tão desejado produto
importado. tem certeza de que seu dinheiro, tão batalhado, merece ser gasto
desta forma?
O produto nacional continua a ser desvalorizado, continuaremos a pagar mais
caro por produtos importados com "melhor qualidade", que muitas vezes são
fabricados com mão-de-obra e matérias-primas de nosso próprio país, o que se
torna um absurdo, produzimos e não podemos ter o produzido.
A economia afundará e, como sempre, correremos na barra da saia do Tio Sam e
pediremos alguns dólares "emprestados", e ele muito "bondoso" nos
emprestará. Acordos injustos serão feitos; a pobreza continuará a aumentar;
continuarão a nos alienar, nossa cultura se extinguirá; e nós
assistiremos/assistimos apáticos a re-colonização do Brasil, dessa vez pelo
império mor.
Sete de Setembro de 2002: Continuamos presos!
Resta-nos apenas lutar, e pensar na gloriosa frase: Independência?... Morte!
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