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Por:
Marjah Di Giglio
Já não se sabe qual a situação da população no
mundo todo. Andamos por todo lugar e o que vemos são crianças se teto, sem
um lugar ao mundo, sem esperança de melhora nesse mundo tão perturbado pelo
abandono, destruição e rendição ao sistema capitalista!
A situação está cada vez mais confusa. Não só crianças (que são as que mais
sofrem, são as maiores vítimas de tudo isso), mas toda a população
independente da faixa etária está sofrendo com toda a indiferença que se faz
frente a problemas sociais. O interesse atual está no sucesso, no poder, na
vitória, em ver o próximo derrubado. Os imperadores dessa sociedade
(ressalto, capitalista) estão mais interessados em uma 3ª Guerra Mundial
(dizendo evitar, sofrer com as perdas em ataques, com o sofrimento de sua
população) do que em salvar vidas. Não se pensa mais em ver as pessoas
vivendo bem. Já não se pensa no próximo, no necessitado, no doente, no
carente. O que interessa é ser a Potência Imbatível. Ser aquele que dita as
regras, que move as peças, que faz acontecer.
Não se pode aplaudir um ataque terrorista como o que ocorreu, pois envolve
vidas m qualquer conflito como esse, mas deve-se refletir numa melhora, não
numa condenação, numa guerra (o que traria mias mortes e sofrimento). Mas se
faz por merecer. Foi algo que aconteceria mias cedo ou mais tarde.
Acontecimentos como esses, são conseqüências, e como toda conseqüência, têm
uma causa (ou causas). As causas disso tudo não são novidades: intolerância,
obsessão por vencer, ser potência, dominar, destruir tudo e todos, passar
por cima de qualquer obstáculo, seja ele vivo ou inanimado, seja ele uma
pedra, uma pessoa ou uma cidade, um país. Tudo isso acontece desde que o
mundo é mundo. A percepção dessa situação degradante é que muda de pessoa
pra pessoa. Cada um pode tentar mudar e ser diferente. Cada um pode ajudar e
protestar. Cada um a sua maneira pode sair do conformismo e luta contra um
sistema injusto, mesquinho e mercenário.
A situação é preocupante a cada esquina, a cada noticiário no jornal, a cada
ato violento; enfim tudo está em perfeito caos, em perfeito estado de
decomposição. Crianças não têm mais perspectiva de melhora no setor
estudantil, na saúde, na alimentação. Falta muito ainda para todos termos os
mesmos direitos. Há muita desigualdade gerada pelo sistema. Há muita
pobreza. Há riqueza deslavada e corrupta. Há pouca honestidade. Há muito
desemprego. Será que o capitalismo e a globalização são mesmo vantagens?
Será que um sistema injusto como esse é bom para a sociedade num todo? Aonde
vamos chegar com tanta desordem? É preciso pensar e agir; não ficar sentado
vendo tudo acontecer. O papel aqui é conscientizar, é despertar para um
mundo diferente deste. O conformismo tomou conta de muitas mentes, mas ainda
pode haver solução. Enquanto existir gente consciente,e com atitude, ainda
vai existir uma brecha para uma melhora. É muito óbvio: o sistema é injusto,
é dominador e forte, mas e cada um se mostra inconformado e agir a seu modo,
ainda há esperança.
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