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Pseudo-Funk

Edição #01 - Ano 01

Voltar | Por: Raphael Marques

 

Hoje em dia, garotas estão se vendendo pela TV (essa merda de TV), que vergonha! Como uma garota pode se divertir - praticamente tendo seu corpo como atração principal - usando roupas enfiadas no útero para rebolar, ralar, etc.
Para que denegrir a imagem da mulher sendo chamada de cachorra (como ocorre em certas músicas de funk), e como esse tipo de música influencia no aumento do índice de violência contra a mulher ao dizer que: "só um tapinha não dói!".
Como impor respeito, sendo que se rebaixam a isso? Respeito para quê, se elas próprias não se respeitam.
O que nos revolta mais é saber que músicas desse gênero atingem também o público infantil. Como pode uma criança crescer nessa onda de bunda e peito (e pensarem que a imagem da mulher deve ser baseada somente em cima disso), e que o que importa é só ter um corpão (o que pode levara não gostarem do seu próprio corpo). Alguém acha isso bom para uma criança?
E ainda, um desses "tigrões do funk" disse que as pessoas gostam de letras com erotismo e que no fundo as letras não são tão pesadas, pois possuem duplos sentidos. Vamos analisar a música "Máquina de Sexo": "Máquina de Sexo, eu transo igual a um animal / A chatuba de mesquita do bonde do sexo anal / Chatuba come cu e depois come xereca / Ranca cabaço, é o bonde dos careca".
Veja a leveza dos termos:"sexo anal", "cu", "xereca". Desconheço a duplicidade de sentido dessas palavras! Está na hora de se escolher melhor o que ouvir. Reflita e veja se esse tipo de música acrescenta algo a sua vida!